A respeito de notícia veiculada nestes últimos dias na mídia local, dando conta do fechamento do acordo para finalizar a parceria entre o Vitória e o Fundo Exxel Group, como responsável ao lado de minha Diretoria e do Conselho Deliberativo da época, que aprovou a Venda, e depois aprovou a Recompra,e cumprindo o dever de estabelecer a verdade dos fatos,de como tudo aconteceu, até a conclusão divulgada ontem pela atual Diretoria,e de como enxergamos para a instituição os reflexos dessa parceria,venho a público esclarecer.
Deveria ser obrigação da Diretoria atual, levar a público essa transação com mais detalhes, para preservar os gestores daquela época. Mas essa não tem sido a prática. Deixar dúvidas, acredito que de forma proposital, é para deixar os antigos dirigentes mal vistos pela torcida, pelo Conselho Deliberativo e pela comunidade baiana. Querem aparecer como se fossem os super dirigentes, que resolveram mais um grave problema do clube.Grave problema é encontrar o clube como uma “terra arrasada”,como encontrei. Mas não é bem assim e de forma sucinta explicarei a seguir:
O Esporte Clube Vitória vendeu 50,1% das suas ações ordinárias e nominativas do Vitória S/A em 12/06/2000 por US$6,0 milhões e mais US12,0 milhões, por um Contrato de Abertura de Crédito, ou seja, o sócio investidor capitalizou o clube com a compra das ações e criou uma linha de empréstimo de mais 12 milhões de dólares. Em Contrato, os Gestores da organização poderiam dispor desse recurso a seu critério, para recompor seu caixa sempre que necessário.(Clausula Primeira).A Cláusula 1.2 dizia “o crédito ora aberto deverá ser utilizado pelo Vitória S/A,exclusivamente,para aquisição de ativos relacionados ao seu objeto social e para pagamento de dívidas operacionais,decorrente da normal administração dos seus negócios”.E assim foi feito.
Nessa época o futebol brasileiro passava por grande crise financeira. Seu maior financiador a Globo, tinha sérias dificuldades de caixa e congelou os Contratos de Direitos de TV. O Fluxo de Caixa que parametrizou a operação junto ao Exxel não pôde ser cumprido, pois projetamos um crescimento da Base de Assinantes que não aconteceu e a TV Globo envolvida numa complexa negociação no exterior, congelou o reajuste do Contrato de Direitos de TV Aberta.Numa reunião na sede do Fluminense, o Vitória por mim representado, foi o único a votar contra a proposta da Globo de congelar o Contrato de Venda de Direitos.Queríamos cumprir a meta acertada com o sócio.Alem do que, independente da crise no mercado, o Fluxo já previa o uso de parte desses recursos nos dois primeiros anos.O dinheiro da capitalização foi totalmente direcionado para pagar o passivo do Esporte Clube Vitória,como mostrarei em parágrafo posterior.
Tivemos que nos valer deste empréstimo do sócio, para sustentar o crescimento da empresa Vitória S/A.Um ano antes, colocamos o Esporte Clube Vitória no Clube dos 13, depois de 12 anos de fundado, uma vitória que rende frutos até hoje, caracterizando-se como a principal fonte de receitas do clube.Se compararmos com o nosso rival,vivemos 12 anos a pão e água e ainda assim, a partir de 1992 nos mantivemos até 1999 na série A do Brasileiro sem a principal receita do futebol.Nesse período fomos finalistas e semifinalistas do Brasileiro e trouxemos para a Bahia alguns dos maiores atletas que por aqui já passaram, como Bebeto e Petkovic.
Voltando à Recompra,usamos sete milhões de dólares dos doze disponíveis e a partir daí, o sócio não permitiu que se usasse mais essa linha estabelecida em Contrato,descumprindo o Contrato unilateralmente. Iniciou-se em 2002 uma crise entre os sócios, que desaguou em 2004 com a Recompra das Ações, por meio da Assinatura de um Instrumento de Confissão de Divida (e Outras Avenças). Antes, é necessário registrar que o empréstimo citado acima, deveria ser pago até dez de 2005 com juros incidentes de 8%a.a.Mas os juros só poderiam ser cobrados se no vencimento, a dívida não houvesse sido liquidada(cláusula 3.2)
Em 2004, iniciamos as negociações para a Recompra das Ações, contratando o escritório de Advocacia Demarest Almeida, por indicação do Dr.Antonio Carlos Menezes. Naquela época, os dois escritórios parceiros foram contratados e remunerados pelo trabalho.Todas as reuniões eram feitas no escritório do então Vice Jurídico do Vitória(continua no cargo na atual gestão), com a presença do Presidente do Conselho Maneca Tanajura,o Vice Agenor Gordilho e outros conselheiros influentes como Ademar Lemos Junior e outros.Liderados por Antonio Carlos Menezes e por mim, todos se alinharam na oportunidade que se apresentava para recuperar as ações do clube.O cenário do futebol brasileiro tinha mudado. Era o momento.
As negociações chegaram a bom termo e os Contratos foram assinados nas seguintes condições comerciais: As ações, que inicialmente foram compradas pelo EXXEL por 6 milhões de dólares, seriam recompradas pelo Esporte Clube Vitória por apenas 500 mil dólares(Cláusula Quinta do Instrumento Particular de Compromisso de Compra e Venda de Ações), isto é, seriam devolvidos apenas 8% do valor recebido.
Do Contrato de Abertura de Crédito de 12 milhões de dólares foram usados 7.068.853,00 dólares . Com juros de 8% a.a, o montante da dívida ia a pouco mais de 9 milhões de dólares,exatamente a US$ 9.098.211,00
Registre-se novamente, que esses juros só seriam cobrados se a dívida não fosse paga até dez de 2005.Como iniciamos a negociação de recompra em 2004, os juros foram retirados e não foram mais colocados no novo Contrato de Recompra. Negociamos por 7,0 milhões de dólares a serem pagos como discriminado abaixo, sendo que 500 mil dólares da capitalização(recompra das ações), como última parcela.Portanto do empréstimo, gastamos 7,0 milhões de dólares e negociamos para pagar 6,5 milhões de dólares em 5 anos sem juros.
-2,250,000.00 dólares a pagar até 15 dias úteis da assinatura do Contrato.
-1,000,000.00 dólares até 31/12/2005
-1,125,000.00 dólares até 31/12/2006
-1,125,000.00 dólares até 31/12/2007
-1,000,000.00 dólares até 31/12/2008
- 500.000,00 até 31/12/2009(parcela de Recompra)
Se trouxermos a valor presente essa negociação, verificarão que a divida de 7 milhões parceladas sem juros até 2009, traz a dívida real para algo em torno de 4 milhões de dólares. Deixamos a primeira parcela paga na data acertada e a segunda pagamos antecipadamente, um ano antes do vencimento.Pagamos 3,25 milhões de dólares e deixamos a vencer a partir de dez de 2006, mais 3,75 milhões de dólares sem juros.
Se as gestões que me sucederam não pagaram, devem ter tido seus motivos e acredito que o de maior força, foram os dois rebaixamentos.Mas quero registrar, que deixei no caixa do clube cerca de 8,0 milhões de reais da venda sede e mais uma expressiva quantidade de atletas que geraram e ainda hoje geram, receitas substanciais ao clube, incluindo os valores,muitos já recebidos, do Mecanismo de Solidariedade, os US$3,0 milhões recebidos pela venda de Obina e vários outros atletas que foram igualmente vendidos.Arcamos com as despesas para revelá-los e sendo que a atual diretoria os utilizou e ainda recebeu pela venda.Foram vários, em particular Davi Luiz, Marcelo Moreno e Leandro Domingues, aos quais vamos nos referir adiante.
Portanto fizemos um grande negócio com a Recompra das Ações, pois as vendemos por 6,0 milhões de dólares e as recompramos por míseros 500 mil dólares, repito apenas 8,33%, para pagar sem juros em dezembro de 2009, nove anos depois.Se avaliarmos quanto o Vitória valia na época e quanto vale hoje, poderão refletir sobre a qualidade da negociação.
Os outros números apresentados acima e que estão sendo acertados agora a sua finalização, são de empréstimos concedidos pelo sócio, que independente de se recomprar ou não as ações, deveriam ser pagos.
Registro também que os recursos usados até 7,068 milhões, do Contrato de Abertura de Crédito, foram utilizados para o crescimento e a modernização do clube em todos os setores tais como:construção da Concentração Vidigal Guimarães,Terraplanagem para seis novos campos,compra de ônibus,Van, caminhonete ,aparelhagem de musculação importada(Cybex),aquisição de novos aparelhos para a Fisiologia, investimentos em jovens revelações,cobertura de déficits de caixa,compra de plataformas de informática, diversas obras no Barradão como Banheiro para a área Vip,Bares,etc. Tudo está contabilizado.E ainda tem gente na atual Diretoria que diz que o negócio foi ruim.Mas estão sentados, administrando o clube em cima desses itens de modernização e dos demais que foram feitos nas minhas tres gestões de fev de 1991 a set de 2000.
É importante salientar que os balanços dos clubes de futebol não registram os valores dos seus atletas pelo valor de mercado e sim de uma outra forma, relativa aos rateios dos custos de formação. Quanto esta atual diretoria gerou de caixa com os atletas formados na nossa gestão?E quanto ainda vai gerar? Alguns deles foram pèssimamente vendidos, sendo inclusive motivo para uma matéria de página inteira feita por importante jornal da nossa capital, cuja manchete era a seguinte: “O Vitória tem feito grandes negócios, para os outros”. Esta matéria se referia ao preço vil, que eram vendidos os nossos atletas, como todos sabem, muito bem formados por nós , dentre eles, o ótimo zagueiro Davi Luiz, hoje grande estrela do Benfica de Portugal e em especial o atacante boliviano Marcelo Moreno, que mesmo sendo convocado várias vezes para a seleção brasileira da sua categoria, foi vendido no mês de fevereiro de 2008 ao Cruzeiro de Minas Gerais por 900 mil reais e alguns meses depois, este clube 0 vendeu para um clube ucraniano por 23,5 milhões de reais.Nada ficou para o clube. Este foi seguramente o maior prejuízo financeiro causado ao Esporte Clube Vitória na sua história contemporânea e este sim é um fato que não deveria ser encaminhado ao esquecimento e sim aprofundado no Conselho Deliberativo.O processo de gestão do clube está indefinido sem políticas claras de fazer o clube crescer.
A Recompra iniciada por nós em 2004, foi um negócio de oportunidade e que a atual gestão apenas conclui o que fizemos com acerto, o que é sua obrigação. Hoje em uma condição mais favorável, pois o Fundo Exxel já contabilizou o que tinha de contabilizar e qualquer coisa que receba agora é lucro, pois há muitos anos que mudou seu foco de investimentos e saiu do futebol. Na época o câmbio era favorável ao Peso Argentino e atualmente o Real vale o dobro do Peso Argentino, o que deixa a negociação ainda mais fácil, para o EXXEL. Com este acordo, foram retiradas as garantias reais oferecidas pelo Esporte Clube Vitória. O ganho real para o Esporte Clube Vitória foi muito grande, o EXXEL só perdeu!!!Não nos rejubilamos com isso, pois a parceria boa é aquela que dá certo para as duas partes.
Contabilmente a redução da dívida contingenciada é grande, pois me lembro que analisando o Balanço de 2005, estava provisionado uma dívida de 7,5 milhões de dólares referente a uma clausula de contrato(14.1) que dizia que após o quinto ano de vigência deste contrato, o clube deveria transferir direitos de atletas até o limite do valor indicado.
Na realidade esta Clausula foi colocada apenas para que o Fundo Exxel desse uma satisfação aos seus investidores.Na Clausula 14.2, dizia que seríamos nós do clube que escolheríamos os atletas.E está claro que faríamos de forma a proteger os interesses do clube.Na prática ela nunca foi aplicada, pois esse nunca foi o interesse do ex-sócio. Se somarmos a dívida que deixamos a vencer de 3,75 milhões de dólares, mais essa provisão de 7,5 milhões de dólares, que deve ser retirada do Balanço, se for do interesse dos seus contadores, a dívida contábil do clube em reais, será reduzida em mais de 20 milhões de reais.
Convém lembrar ao nobre Financeiro do clube,porta voz da notícia, que destarte as vantagens da negociação apresentadas acima, com números e fatos que não deixam a menor dúvida, fica o crescimento exponencial do Patrimônio Líquido da organização, com a inclusão dos 50,1% das ações ao Vitória S/A, possibilitando que o Esporte Clube Vitória, possa assumir de fato e de direito toda a administração do Vitória S/A,migrando os ativos de futebol e de marca para o clube e encerrando as atividades do Vitória S/A , que nasceu num momento, aonde o segmento, febrilmente buscava a profissionalização e que ao longo dos anos, recuou para o modelo anterior, criando alternativamente na legislação,instrumentos para controlar o movimento financeiro dos clubes e a gestão dos seus administradores. Mas enquanto existiu, foi fundamental para o crescimento e modernização que o clube experimentou na última década.
E por último, com os 6 milhões de dólares da venda das ações, o clube combinado com o sócio, criou uma Conta Vinculada no Banco Itaú, aonde os recursos só poderiam sair, autorizados pelos dois sócios, que assinavam os cheques.Com este recurso e chamando os credores do clube e propondo redução dos seus créditos, pagamos todo o débito do clube,de toda a sua existência até aquela data, sem querer saber quem eram os administradores que nos antecederam.O Passivo era de 8,7 milhões de dólares e nós pagamos com os 6 milhões de dólares.O passivo fiscal foi parcelado com o Refis I do Governo Federal.Hoje o clube experimenta um grande passivo trabalhista, por uma política revanchista, que implantou logo após a nossa saída e que determinava que todos os colaboradores que trabalharam na nossa gestão e saíssem, fossem reclamar seus direitos na justiça do trabalho.O clube pagará essa conta.
Esse Blog nos dá a oportunidade de esclarecer com fatos, qualquer maledicência que seja colocada contra nossa passagem pelo clube, mesmo que de forma sutil, como aconteceu desta vez.Na época não pudemos nos defender como deveria.
Este foi um capítulo da história do clube, que se encerra de forma extremamente positiva na vida do clube, deixando uma marca de ousadia e talento, de um grupo de rubro negros, que aproveitou um momento de tentativa de mudança do futebol e criou a primeira S/A do futebol brasileiro.

13 comentários
Feed de comentários deste artigo
30/03/2010 às 10:05
jotapiraj
Caro Paulo,
Você parece ser um administrador arrojado. Correr riscos é prórpiro de quem pretende grandes conquistas. Sinceramente, se tudo isso tivesse dado certo o Leão Da Barra seria hoje uma das grandes potências do futebol mundial. Infelizmente as coisas não aconteceram como todos gostariam que tivessem acontecido.
É fácil somente falar, adjetivar a atitude de temerária, irresponsável ou inconsequente.
É fácil achar muita coisa pronta, fazer caixa vendendo jogadores a preço de banana como no caso de Marcelo Moreno, e fazer uma gestão conservadora e covarde, justificando seu desempenho pífio no arrojo do passado que não logrou grande êxito.
Prefiro uma gestão que busque o crescimento do VITÓRIA do que um bando de covardes ‘deixando como está para ver como é que fica’.
E o ESPORTE CLUBE VITÓRIA 1899 é isso hoje, a começar pelo seu técnico.
30/03/2010 às 10:55
Paulo Carneiro
agradeço suas palavras, mas quero dizer que a ação de fazer o Vitória S/A não foi temerária.O dinheiro foi muito bem utilizado como mostra a matéria.Tanto o da capitalização como o do empréstimo.E muito bem negociado o seu pagamento.Mas faltou sorte em dois momentos:o primeiro na crise da Globo, com o clube já no Clube dos 13 e que práticamente inviabilizou a parceria, pois não pudemos crescer como gostaríamos e o segundo que não trata a matéria, quando tinhamos o Alvará de Construção para a Arena na Paralela e o Vitória caiu para segunda divisão.Paciencia.
30/03/2010 às 10:22
juvenal7
Ótimo texto e ótimo exclarecimento mas só não consigo entender por que, com todo esse nivel de envolvimento e influencia nos negócios do clube, você resolveu pular fora do barco ano passado. Podia ter feito que nem Eurico que já está recuperando seu poder no CRVG.
30/03/2010 às 10:57
Paulo Carneiro
não entendi seu comentário.Não pulei fora do barco o ano passado.
30/03/2010 às 11:10
juvenal7
Quis dizer que aceitou o convite de MGF pra dirigir o Bahia sabendo que isso implicaria na sua permanencia no conselho do Vitória.
30/03/2010 às 11:20
Paulo Carneiro
nunca me preocupei com isso.Era conselheiro Nato.Aliás sou Conselheiro Nato e ninguem vai me tirar essa condição.Fui para o Bahia por uma questão meramente profissional.E não me arrependo.Infelizmente um clube que reforma o estatuto e cria um conselho de ética apenas para atingir seu maior benfeitor,não quer ter história para que os mais jovens possam ler no futuro.Meu pai já dizia, os rubro negros são invejosos e vaidosos.Ele conhecia e estava certo.
30/03/2010 às 17:07
jotapiraj
Paulo,
Permita-me mais uma pergunta: a Globo realmente passou por uma crise naquele período que você cita ou houve alguma armação contra o possível grande salto que o VITÓRIA estaria prestes a dar com a criação da S.A.?
Houve algum tipo de boicote ao VITÓRIA?
30/03/2010 às 17:24
Paulo Carneiro
passou realmente e é de domínio público.Não,talvez tenha faltado sorte naquele momento decisivo.
01/04/2010 às 02:20
Fábio Monteiro
Oi Paulo, andei sumido do seu blog pq to num novo emprego e meu tempo na internet em casa ta bem reduzido. Vou ler com mais calma os textos anteriores pra voltar a comentar.
No meu eu ja fiz a cobertura do jogo contra o Nautico e fiquei abismado como no futebol existe o imprevisivel constantemente. Ramon perder 2 penais e Viafara errar no final. O placar poderia ser bem maior, mas hj os “deuses da bola” n aceitaram gols de penalti.
Abs.
04/04/2010 às 13:59
luisalbertoribeiro
Só para não passar em branco minha opinião sobre a compra/recompra das ações do grupo, acho que tanto na época da venda das ações para o Exxel Group como recompra feita pelo clube foram benéficas e necessárias, pois na época do aporte do Exxel no Vitória, foi feito um time forte, respeitado e com um bom apelo de marketing, sem contar as obras realizadas no complexo Benedito Dourado da Luz, pois agora com a retomada dessas ações iremos nos beneficar em alguns aspectos. Paulo, vc colocou muito bem sobre a questão dos valores negociados, pois venho escutando muita bobagem dita e escrita por parte da imprensa baiana em questionar o valor muito grande no abatimento da dívida, e aí sugiro que estes leiam sua opinião no blog para entender melhor o que é uma negociação , pois tem que levar em consideração a moeda dos dois paises envolvidos e da negociação, situação economica atual dos paises e outros tópicos tão bem colocado por voce. Só queria acrescentar, pelo menos nas entrevistas que eu vi dos diretores do Vitória (Alex e Falcão) não escutei nenhuma acusação forte e direta para sua gestão, pelo contrário, eles falaram que não interessava mais falar sobre o que passou, inclusive o Alex confirmou que vc tinha pago $3.500.000 dólares ao grupo resultante do acordo da recompra.
05/04/2010 às 09:57
Paulo Carneiro
É, as vezes o comentário quase silencioso é pior que o barulhento.O importante é que demonstrei de forma técnica, as vantagens que tivemos na venda e na recompra,tanto financeiramente e muito mais econômicamente.Mas nem todo mundo vai entender a diferença do que é regime de caixa e regime de competência.Mas tentei ser o mais didático possivel.Com a minha saída só se contabilizou e divulgou Passivos NEM SEMPRE BEM EXPLICADOS,mas com certeza não falaram dos Ativos,esses milhonários seja no caixa seja nos Ativos de Atletas.Sem falar no Patrimônio Físico, pois a área doada por Clériston de 100 mil metros quadrados estava perdida e nós recuperamos,alem de anexarmos a área da Concentração Vidigal Guimarâes que não era do clube e a área da Sede Praia comprada por nós e vendida anos após por 8 milhões a vista com os recursos disponibilizados integralmente para a nova gestão.Imagine que disseram na época que pegaram o clube quebrado.Você conhece alguma instituição quebrada com Ativos financeiros na ordem de 15 milhões(sede + Obina) e parcelamento fiscal de 20 anos através da Timemania,sem onerar o caixa do clube.Sobrou contas a pagar de 7 milhões de reais(tenho em meu poder).E do outro lado Ativos Físicos e de atletas com valores milhonários.O que faltou foi respeito e grandeza para reconhecer pùblicamente que fizemos do “cagador ao estádio”.Quero aqui ressaltar a figura de Walter Seijo meu imprescindível Vice Presidente e mentor de todas as operações financeiras e patrimoniais da minha época.A Comissao de Ética criada se tivesse autonomia deveria investigar o comportamento dessas pessoas usando o nome do clube contra mim e contra Seijo.Parece que ela só foi criada para me expulsar do Conselho.Comissão de Ética sem Ética
08/04/2010 às 15:52
manoelcarlosmagalhaes
Prezado presidente,
Fico feliz por encontrar um canal de comunicaçao com vc. Em primeiro lugar quero lhe agradecer por ter transformado nosso querido VITORIA na grande potencia que ele é hoje.
Este agradecimento lhe fiz de forma reservada no dia que nosso Clube subiu para a serie A no final de 2007. Estava no Barradao completamente lotado, uma festa inesquecível, as lagrimas rolavam no rosto do meu filho de 24 anos quando me abraçou, eu estava orando, agradecendo a DEUS e à sua adiministraçao ousada, corajosa, lúcida, e sobretudo inteligente.
É isto presidente, enquanto todos comemoravam eu estava lhe agradecendo e pedindo-lhe desculpas em nome de todos os rubro-negros pela ingratidao a qual vc. foi vitima, faltava um grande rubro-negro naquela festa, faltava um dos grandes responsáveis pela festa, faltava VOCE, voce nao estava lá fisicamente, mas tenho a certeza que muitos rubro-negros sentiram sua falta naquele dia, muitos torcedores, como eu agradeceram baixinho, no fundo do coraçao, e lamentaram sua ausencia.
No jogo seguinte, Ivete, Daniela Merkuri, o estádio cheio outra vez, uma festa linda, maravilhosa, uma alegria incontida, mas meu senso de gratidao outra vez estava presente, voltei a lhe agradecer, orei por vc. pedi a DEUS que lhe desse forças para suportar as calùnias, as maldades, e a dor de nao poder estar lá, de nao poder comemorar conosco, cantei, esbravejei, sorri, chorei… que emoçao, que sentimento inexplicável é este de ser VITORIA, que amor imensurável, que paixao, que gozo… como é bom acordar a cada manha… e redescobrir… eu sou VITORIA, que magia, que sensaçao, que apego… nada se compara com a alegria de ser VITÓRIA.
O mundo dá voltas, quem sabe um dia nao lhe será feita a justiça? Eu digo sempre, a imprensa baiana lhe venceu, eles conseguiram lhe minar, foram inteligentes, usaram a torcida rubro-negra para lhe expulsar, a trocida foi na onda, e quem saiu perdendo foi o nosso Clube.
Todas as vezes que chego ao Barradao lhe agradeço, pelos serviços prestados ao nosso Clube, pelo bem que em consequencia disso causou aquela comunidade carente de Cana Brava, aquele povo também lhe deveria ser eternamente grato.
Um abraço presidente, e que JEOVÁ DEUS lhe continue abençoando. MUITO OBRIGADO… e perdoe os rubro-negros ingratos.
Manoel Carlos
09/04/2010 às 00:07
Paulo Carneiro
Manoel,demonstrações como a sua só me enchem de orgulho e confirma que o esforço de um grupo de rubro negos comandados por nós, para elevar o status do nosso clube não foi em vão.Não posso dizer muita coisa mais a não ser agradecer em meu nome e em nome de minha equipe.
Obrigado